Abaixo vocês poderão ler, com riqueza de detalhes, tudo que foi de fato, falha da organização do festival SWU. Ela me pediu o favor de postá-lo e aqui está pois, como companheiro de viagem, assino embaixo todo o conteúdo.
"Quando soube que um evento nos moldes dos festivais de música europeus (Glastonbury, Rock Werchter, Reading and Leeds Festival e muitos outros) ia acontecer no Brasil, fiquei animadíssima. Sou alucinada por música e ainda não encontrei nada que me emocione mais do que assitir aos shows das bandas que curto. A experiência de ver as bandas ao vivo é emocionante: o clima, o público, a música que a gente ama, o artista envolvido com o som e com a plateia, a vibração do som sentida no próprio corpo... enfim! Arrepio da cabeça aos pés, vou da Terra ao céu. Talvez por isso eu não tenha ficado apenas empolgada com o festival, mas também apreensiva com a possibilidade de esbarrar em problemas que pudessem atrapalhar a minha experiência com a música ali, ao vivo, em Itu. Me perguntei desde o início: Será que isso vai dar certo?
E respondo agora. Se não tiver paciência, melhor não ler, porque eu decidi ser detalhista pra não cometer injustiças.
Vamos lá. O line up foi anunciado pouco a pouco pela organização. Até aí, nenhum problema, porque é uma prática comum de festivais confirmar novas atrações até o último minuto. Antes de anunciarem Rage Against the Machine (RATM) e Queens of the Stone Age (QOTSA), resolvi garantir meus ingressos para os dias 10 e 11, que já confirmavam Kings of Leon, Incubus, Pixies e Dave Mathews Band (e Linkin Park, que eu não tinha interesse em ver). Mais tarde, comprei os ingressos pro dia 9, sábado, quando RATM deixou de ser rumor e virou realidade.
Ingressos na mão, line up bacanérrimo, bora pro SWU. E os problemas começaram aí, antes mesmo de irmos pra lá.
Informação (ou a falta dela)
Como eu sou uma pessoa desconfiada - e 'benzódeus' por isso -, pensei que não seria uma boa ideia acampar lá na Fazenda Maeda, em Itu, local que recebeu o festival, com medo de roubo, furto ou destruição de equipamentos de camping. Isso porque o esquema de segurança do camping, aliás, o esquema de segurança do evento todo, não foi divulgado no site.
Informações importantes como preço e regras para as áreas de acampamento foram liberadas com três semanas para o início do evento e eu queria ficar livre dos preparativos para o festival o quanto antes. E foi o que eu, meu noivo e meus amigos fizemos.
Por falta de informação no site do SWU, descartamos o camping e pesquisamos a região. Descobrimos que Sorocaba ficava a 20 km da Fazenda Maeda e achamos um hotel muito bom, o Hotel Ipanema Sorocaba, que cobrou R$170 por pessoa para passar os três dias, com check-in dia 9 pela manhã e check-out dia 12, ao meio-dia. E era muito bom mesmo! Cama e chuveiro excelentes, estacionamento gratuito 24 horas com segurança, funcionários educadíssimos, café da manhã gostoso e etc.
Como ficaríamos em outra cidade e o esquema de transporte foi liberado com uma semana para o início do festival, fechamos um carro para nós cinco. Mas surgiram as dúvidas. E estacionamento? Vou conseguir parar meu carro lá? Vai ter transporte gratuito das cidades próximas até o local? Mandei e-mail para perguntar sobre estacionamento, mandei tuítes para o @SWUBrasil para descobrir e nunca fui respondida. A informação foi divulgada na semana do evento, com alguns detalhes que surpreenderam muito todos aqueles que já haviam se programado para ir de carro. O que me leva ao próximo tópico.
Transporte e estacionamento
Uma semana antes de ir, descobrimos que o estacionamento seria cobrado: R$100 por dia pra carros com até 3 pessoas e R$50 por dia para carros com mais de 3 pessoas. Ok. Menos mal ter que pagar 50, já que estávamos em 5. Mas pensei na possibilidade de ir de ônibus de Sorocaba até o local. Rapidamente, deduzi que não tinha nenhuma possibilidade. Poderia ir de carro até um bolsão em Itu e, de lá, pegar ônibus que sairiam de 20 em 20 minutos pra Fazenda. E mais um detalhe: o ônibus cobrava a passagem. R$2,60. Quem saísse de SP pagava R$3. Só aí, vejo vários problemas.
1) Cobrar a passagem do ônibus, que deveria ser gratuita para quem já tivesse adquirido o ingresso.
2) Cobrar o estacionamento tão caro e usar a sustentabilidade como justificativa. Se tivessem pensado na sustentabilidade desde o início, teriam dado um jeito de oferecer transportes eficientes e gratuitos saindo das cidades mais próximas (Itu, Campinas, Jundiaí, Sorocaba e São Paulo), e teriam divulgado as informações de transporte antes para que as pessoas pudessem se planejar! Sem informação, todos preferiram garantir o transporte para o evento indo com o próprio veículo.
Não me entendam mal. Acho que um festival que consegue cobrir a logística de transporte para todo o público, que consegue oferecer um camping realmente adequado, com água, comida, "hospedagem" decente, transporte garantido e o mínimo de infraestrutura poderia, sim, cobrar um estacionamento caro. No entanto, não foi bem assim, né, SWU? (http://tudoemgeral.blog.br/2010/10/swu-nossas-impressoes-camping.html) Logo, só era possível ir de carro para o local se você quisesse certeza de que conseguiria ir e voltar do evento com menos sem transtornos. E, por ser falha do próprio evento, considero os preços do estacioamento caros. Se o evento funcionasse direito, ele poderia (e deveria) cobrar até R$200 de cada carro por dia, pra evitar que as pessoas chegassem lá de carro e para incentivar o uso dos transportes oferecidos por eles (como aconteceu no Rock Werchter, que eu fui em julho deste ano) e, aí sim, garantir menor deslocamento e a chancela de evento sustentável. Como eu disse, isso estava longe de ser realidade.
3) Intervalo de 20 em 20 e 30 em 30 minutos entre um ônibus e outro: Não tínhamos nenhuma garantia de que conseguiríamos pegar os ônibus do festival, porque ao invés de colocarem ônibus constantes, sem intervalo de tempo entre uma viagem e outra, preferiram limitar o número de viagens. Pelo público esperado, não precisava ser um gênio pra desconfiar que os ônibus não dariam conta de levar todo mundo que optasse por parar nos bolsões.
4) Estacionamento comum diferente do estacionamento premium. Se a organização tivesse evitado a diferenciação entre premium e comum, teriam percebido que seria mais inteligente fazer duas entradas e duas saídas do evento, com dois estacionamentos, desafogando o trânsito e evitando congestionamentos.
Antes parasse por aí. Ainda tem o relato da nossa experiência com o estacionamento.
Optamos por ir de carro mesmo, como a maioria. (E tenho dó de quem optou pelos ônibus). No primeiro dia de evento, fomos mais cedo porque teríamos que descobrir o caminho pro local. Peguei as orientações no site do SWU, olhei o Google Maps, perguntei pro o recepcionista do hotel e fomos. No caminho, nos perdemos um pouco, porque não havia nenhuma sinalização na estrada que indicasse, desde Sorocaba, o caminho para a Fazenda. Achei um absurdo, porque Sorocaba era a cidade mais próxima do local. Será que a organização do festival não imaginou que muitos iam tentar se hospedar na cidade? Não. Enfim, depois de um tempo encontramos o lugar e entramos numa boa, sem tumulto. Vimos os shows e quando acabou a apresentação do Rage Against the Machine, voltamos tranquilos para o estacionamento. Foi quando eu descobri que tinha apenas uma entrada para o estacionamento, que era também a única saída de lá. E este caminho foi aberto pela organização do evento em uma estrada para 2 filas de carros, sendo uma mão e a outra, contramão. ¬¬ Resultado: o show acabou perto de meia-noite e chegamos em nosso hotel 3h20. Pelo menos 2 horas e meia tentando sair de um estacionamento, num percurso de menos de 4km.
No 2º dia, já sabíamos o caminho e decidimos ir mais tarde. E novamente, a entrada/saída única para 10.000 ou mais carros foi problema, dessa vez na entrada. Engarrafamento na SP-075, nos dois lados, porque o retorno também estava agarrado. Carros furando fila, uma confusão que colocava em risco a segurança de motoristas na própria rodovia! Aquela bagunça. Uma hora de engarrafamento depois, entramos e, dessa vez, combinamos que pararíamos o carro na área mais próxima da saída, mesmo que isso significasse andar muito mais para chegar na parte interna do festival. Afinal, em grandes festivais a gente tem que andar muito mesmo! A proposta não é sustentabilidade? Não vejo nenhum problema nisso.
Um dos voluntários indicou os outros estacionamentos, aqueles lá no fundo onde eu tinha parado no dia anterior e onde eu certamente não ia parar de novo. Ele deve ter sido orientado a encher o estacionamento do fundo primeiro e, depois, os da entrada. Como eu não segui a indicação dele e entrei de qualquer forma no estacionamento mais próximo da saída, o voluntário deu um soco no meu carro! Não tirei satisfação, mas tive vontade de chamar a 'gerência' do lugar! Aliás, não tinha um balcão de informações do SWU para atender reclamações. No final das contas, deixamos o inconveniente pra trás e no final dos shows do 2º dia, não tivemos nenhuma dificuldade pra sair.
No 3º dia, não tivemos problemas para entrar nem para sair! Aê!! MAS, para chegar na parte dos shows, precisávamos passar, como de praxe, pela revista e conferência de ingressos. E foi no nesse dia que mofamos debaixo de um sol forte por mais de 1h30, esperando a eficiência da equipe em revistar todo mundo.
Entrada, revistas, alimentação
De todos os problemas, este foi o que me incomodou mais. Chegamos no primeiro dia e não tivemos nenhuma dificuldade pra entrar na área dos shows. Não peguei nenhuma fila demorada pra passar pela revista ou para entregar os ingressos, mas estranhei o fato de, depois de ter a mochila revirada na primeira vez, na segunda, que deveria revistar as roupas, pediam pra revistar a mochila de novo! Se achassem comida ou água, pediam para jogarmos fora! Muita comida e litros de água sendo jogados fora por causa dessa regra infeliz. E aí eu pergunto novamente: sustentabilidade onde, SWU?
Quando entramos no festival descobrimos o motivo para a revista tão rigorosa. Os preços de comida, água, refrigerante e cerveja eram absurdamente caros e os patrocinadores queriam exclusividade de compra (Heineken, Coca-cola e Nestlé). Era o SWU deixando claro que eles preferiam o merchandising e a $$$ dos patrocínios à sustentabilidade do evento. Uma água de 120ml era R$4, cerveja e refrigerante LATA custavam R$6. Um hambúrguer era R$12, daqueles sem gosto e pequenos. E ouvi dizer por aí que as fichas para comida acabaram no show do RATM no 1º dia do festival. Pessoal passou fome e tava brigando por comida porque teve que jogar os alimentos fora antes de entrar.
Revolta do público com o fim das fichas para comida e bebida nos caixas:
Mais uma vez, a gente tentou se previnir levando nossa água e nossos biscoitos, pois sabíamos que os preços seriam abusivos. A gente e metade do SWU levou! Quando a organização percebeu que muitos tinham entrado com comida e água no primeiro dia, pediram para reforçar a revista nos dias seguintes. E foi justamente no 3º dia que o povão (aquele que não é PREMIUM) sofreu as consequências. Quem levava mochila ficava em média 1 minuto na mesa sendo revistado. Só que 1 minuto por pessoa em meio a uma massa chegando pra ver Incubus, Queens of the Stone Age, Yo la Tengo e Pixies não era exatamente eficiente (e nem mesmo eficaz, porque eu mesma consegui entrar com meus biscoitos e com minhas 2 garrafas d'água). Acabou que todo mundo teve que enfrentar essa entrada por 1h30 ou 2h, sob sol forte. E foi aí que o povo foi à loucura: começaram a jogar comida pro alto, voavam biscoitos, bolos, sanduíches e frutas sobre nossas cabeças, gritavam 'SWU, vai tomar no c*", um dos palavrões mais amenos que ouvi ali, e virou um caos. Enquanto estávamos na fila, Yo la Tengo entrou no palco. Chegamos para a última música deles.
Comidas voando antes de entrarmos na primeira revista:
Som
O som foi um dos grandes problemas do SWU. Em algumas apresentações, principalmente no primeiro dia, era quase impossível escutar direito as músicas se você estivesse posicionado depois das mesas de som. Pra ouvir melhor, você precisava ficar entre a mesa de som e o palco, que por sinal estavam muito próximos um do outro. Mesmo assim, o som saía abafado, super grave, sem equalização e instável. O som dos instrumentos eram mal distribuídos nas caixas de som voltadas para o público, o que gerava uma especíe de onda de som: uma nota aguda começava na caixa esquerda, depois passava pra caixa direita, depois era distribuída entre as duas. Uma verdadeira lambança. Fora isso, no show do RATM as caixas de som falharam duas vezes em Down Rodeo, pausando o show por 10 minutos; Regina Spektor não recebia o seu retorno adequadamente; Black Drawing Chalks tocou com bateria e guitarras abafadas, graves; Queens of the Stone Age sofreu com chiado e demorou pra entrar por causa de um "delay técnico"; Los Hermanos também tocou com som abafado (e fizeram um show dispensável); Kings of Leon começou com problemas de som, que foi melhorado nos pouquíssimos e decepcionantes 90 minutos em que se apresentaram; o Teatro Mágico teve apenas 25 minutos para tocar e ainda disseram para eles: "ou cancelem o show ou toquem por 25 minutos". Isso, porque o próprio evento ainda estava conseguindo entregar o palco para a banda. E por aí vai.. . Sinceramente? Gostaria de entender o que aconteceu para ter tido tanto problema. Foi economia na contratação do som? Foi falta de profissionais, engenheiros de som, de projeto, de planejamento? Fiquei bastante decepcionada com este problema especificamente porque cortava a onda de qualquer um que é movido a música.
Telões
Os telões também foram problema e quase ninguém fala deles. Quem é baixinho, tipo eu, e teve que recorrer aos telões laterais e centrais, não conseguiu ver muito do show do Incubus, porque estava sem brilho e contraste. Tivemos que ver parte do show pelos telões do palco direito, que não era onde eles estavam tocando. E outros problemas aconteceram em outros shows. Enquanto as apresentações rolavam no palco Ar, as imagem só estava sendo transmitidas nos telões do palco Água. Várias vezes um show começava e a transmissão pelo telão, não. Fora aquele telão central com imagem atrasada e arrastada? Não é possível, gente! Tecnologia já existe: é só perguntar pro Metallica ou buscar informação, know-how e tecnologia com quem já fez!
Mesas de som
Por favor, se alguém souber, me explica isso? Se os shows não aconteciam ao mesmo tempo, por que tinham 2 mesas de som bloqueando justamente a visão do público da parte central do palco? Por que não colocaram apenas uma mesa entre os dois palcos, numa distância maior? Tenho certeza que é possível, porque estive no Rock Werchter era assim. Uma mesa no centro, entre dois palcos, numa distância maior, que não tampava o centro do palco.
Sinalização
Não tinha sinalização. Começando pela estrada, que já mencionei acima, e continuando sem sinalização no próprio evento. Quando chegávamos na entrada, passávamos pela 1ª revista. Nessa, você podia entrar em qualquer fila. Na 2ª revista, a fila separava as mulheres dos homens (dia sim, dia não). Como não tinha nenhuma sinalização com essa informação, a equipe do evento ficava lá gritando com o povo: "MULHERES À ESQUERDA". Quem não ouvia, enfrentava a mesma fila de homens. Pra vocês terem noção, no 1º dia foi separado, no 2º, entrei na fila de homens e não fui revistada (e não foi porque eu tava tentando dar uma de esperta) e no 3º dia eu entrei em fila de mulheres depois que já tinha entrado na fila junto com os homens. E muita mulher entrou pela fila dos homens no 3º dia.
O espaço do evento, praças de alimentação, banheiros e etc. ficavam bastante esparsados e distantes. Ok, normal. Apesar de estarem sinalizados, as testeiras foram posicionadas em altura insuficiente para serem vistas da maior parte dos locais. Era tão baixa que você não conseguia enxergar onde ficavam os caixas para comprar fichas, onde ficavam os banheiros (fui descobrir que tinham mais 2 banheiros do 3º dia do evento), onde ficavam as praças de alimentação. Daí, ficávamos errantes pelo evento. Custava ter entregue um mapa do evento na entrada ou ter posicionado melhor a sinalização dos espaços?
E é isso. Os problemas de organização do evento foram muitos, incontáveis.
Como não vi todos os shows, não estava no camping, não estava na área premium, não peguei o ônibus do evento e não fiz muitas outras escolhas que outros fizeram, não posso dizer de tudo. Mas outros posts podem dar uma ideia:
Como não vi todos os shows, não estava no camping, não estava na área premium, não peguei o ônibus do evento e não fiz muitas outras escolhas que outros fizeram, não posso dizer de tudo. Mas outros posts podem dar uma ideia:
Isabellices - Este é ótimo! Nele, tem uma compilação de relatos, blogs, tuítes de pessoas que passaram por perrengues e etc.
E no final das contas? Será que deu certo?
Respondendo à pergunta que fiz no início desse post, o evento foi salvo pelas bandas e pela música. O line up foi espetacular e trouxe shows de deixar qualquer um ensandecido e alguns outros que deixaram a desejar. No próximo post, vou falar justamente do que achei de cada show que vi. E sinceramente? Eu iria novamente no SWU pra ver e passsar por tudo de novo, mesmo com os problemas.
Foi a 1ª edição do evento e acho que faltou humildade de quem organizou buscar experiência com quem faz isso há anos: conhecer estratégias, logística de transporte, tipo de som, posicionamento ideal de palco, equipamento ideal, contratar os melhores operadores pra evitar tantas impressões erradas e tanto desconforto para o público. Claro, tudo isso adaptando soluções à infraestrutura no país, às nossas regras, às leis brasileiras e etc., o que não é fácil. Mas criatividade, inteligência e competência têm de sobra por aqui e tenho certeza que o próximo SWU vai ser melhor, se decidirem aprender com os erros dessa edição. Eu acredito. E você?
Volto em breve com comentários sobre os shows que vi SWU".
2 comentários :
muito ridículo dizer isso tudo e mostrar que foi uma merda e depois dizer que voltaria e passaria por tudo de novo. por causa de pessoas assim que tudo isso continua acontecendo.
Mas anônimo, eu não disse que o evento foi uma merda. Eu só trouxe críticas que devem ser consideradas para o planejamento do próximo SWU.
E cara.. não, não coloca a culpa em mim - ou em 'pessoas como eu' - que só estava lá por ter música como paixão. Nem vem com aquele discurso de que 'brasileiro tem o que merece', porque também não é bem por aí.
Acho sim que teve ganância e uma tentativa de lucro além do que a gente possa imaginar, mas também credito essa quantidade de erros à inexperiência e ao fato de ser a 1ª edição do evento.
Se no próximo SWU os erros se repetirem, aí sim, eu deixo de ir.
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