30 de janeiro de 2012

30 de Janeiro: Dia do Quadrinho Nacional

Como não fiz o post com meus quadrinhos prediletos de 2011, nada como aproveitar a data pra tirar o atraso. Vou colocar então os cinco melhores quadrinhos nacionais que eu li em 2011. Eu sei que Bando de Dois foi lançado em 2010, mas como foi o melhor quadrinho que eu li ano passado, nada como passar a dica pra vocês. Segue então a minha lista:


1º lugar: Bando de Dois, de Danilo Beyruth.
Sinopse: Tinhoso e Caveira de Boi são os dois únicos sobreviventes de um bando que era composto por 20 cangaceiros. Ferido, Tinhoso tem uma visão de seu comandante e seus companheiros mortos pedindo que os ajudasse, que os levasse para o descanso. Ele decide, então, partir em busca das cabeças decepadas de todos eles, que estão com a volante do tenente Honório. Para isso, contará com a ajuda de Caveira de Boi, que aceita a empreitada, mas por um motivo bem menos nobre... Juntos, os dois decidem enfrentar um exército. Literalmente.


2º lugar: Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá.
Sinopse: Brás de Oliva Domingos sonha ser um escritor de sucesso para compor histórias celebrando a vida. Enquanto isso não acontece, escreve obituários e vive à sombra do pai, um autor renomado internacionalmente. Os dias passam, amores e amizades passam, tristezas e alegrias passam. As únicas constantes são a fragilidade e a certeza de que cada dia pode ser o último.


3º lugar: Achados e Perdidos, de Eduardo Damasceno, Luís Felipe Garrocho e Bruno Ito.
Sinopse: Dev é um adolescente que tem muitos problemas, mas, ao acordar numa manhã, se encontra diante de uma situação completamente inédita: há um buraco negro em sua barriga. Seu amigo Pipo fica fascinado com o fenômeno e decide ajudar Dev a desvendá-lo. Nessa investigação, os garotos acabam topando com Laura, uma garota que mantém vários segredos.


4º lugar: Morro da Favela, de André Diniz.
Sinopse: Nesta graphic novel, o quadrinhista André Diniz retrata as memórias do fotógrafo Maurício Hora, morador do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, também conhecido como Morro da Favela, a primeira favela brasileira, nascida em 1897. Da infância como filho do primeiro traficante de drogas do morro ao reconhecimento em sua profissão, já adulto, as páginas retratam a relação de Hora com a vida e a morte, a polícia e os bandidos, a prisão e a liberdade, o contraste entre o morro e o asfalto.


5º lugar: Mondo Urbano, de Mateus Santolouco, Eduardo Medeiros e Rafael Albuquerque.
Sinopse: Mondo Urbano é uma caótica graphic novel, narrada por meio de uma série de vinhetas, que leva os leitores para uma desbravadora e excitante jornada através de um mundo... urbano... de sexo, drogas e rock'n'roll. As quatro histórias da coleção foram lançadas originalmente de forma independente, entre 2008 e 2009. As edições se chamam Powertrio, Overdose, Cabaret e Encore.

Porque eu escolhi essas? Simples! Todas elas são histórias inovadoras, tem ilustrações e cores fuderosas, ótimos personagens e são a única coisa que me fizeram ter orgulho de ser brasileiro. Bando de Dois com seu acabamento impecável e seu enredo misturando cangaço com faroeste. A impressão roxa e o enredo "Pick of Destiny" em Mondo Urbano. Os momentos silenciosos em Daytripper, que nos fazem refletir a todo momento sobre como sair da nossa zona de conforto.
Dentre essas e muitas outras coisas que eu achei espetacular, a única que eu não gostei foi o CD de músicas que acompanha Achados e Perdidos. A ideia sim é genial, mas eu esperava algo mais instrumental, entende? Meio Tom e Jerry, sei lá. A hora que o Pipo entra no buraco negro do Dev (não tenho culpa se a frase dá duplo sentido), tem um quê de mistério e humor, e a música referente a essa parte era bem deprê. Nada a ver! Whatever... Eu não gostei. A história é perfeita e não precisava de música alguma. O passo a passo da criação de uma página sim, foi bem legal!

No mais, queria ter lido o último do Mutarelli, o do Rafael Sica, Valente pra Sempre do Vitor Caffagi e Cachalote do Daniel Galera e Rafael Coutinho, mas haja grana. Esses, ficam pro ano que vem.

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