Começo hoje como colaboradora no Danomatic trazendo uma discussão que rendeu menos do que deveria aqui no Brasil, antes mesmo de acontecer o SWU: áreas VIP. Em post anterior, publicado neste blog, fiz algumas queixas sobre o festival e aproveitei o espaço para dizer um pouco do que penso sobre a separação do público em áreas comuns e áreas VIP nesse tipo de evento.
Mas o que me fez voltar aqui para escrever um pouco mais sobre áreas VIP, Premium e similares foi o post publicado hoje no Pop Load pelo jornalista Lúcio Ribeiro.
Em meio a bons argumentos, Lúcio postou este vídeo realmente impressionante, que mostra a invasão da área VIP pelo povão da área comum no show do Rage Against the Machine, realizado no Estadio Bicentenario de La Florida, no Chile, em 11 de outubro, uma semana depois do SWU.
Quem fez o vídeo foi feliz em registrar este momento que, apesar de bárbaro e de ter deixado muita gente machucada, mostra que o público não tem mais tolerência para esse tipo de diferenciação. Nada justifica as agressões. Longe de mim defender comportamentos agressivos de massa ou individuais, mas episódios como este deveriam provocar pelo menos uma vontade de repensar as áreas diferenciadas em festivais de música e eventos similares.
Nós, que frequentamos e investimos nossa grana em shows, somos unânimes no seguinte:
- Melhor seria um evento sem área VIP, mas, se for necessário, montem o espaço em camarote suspenso atrás do público principal ou nas laterais do palco.
- Não dá pra fazer assim? Façam um espaço VIP para aqueles que quiserem descansar, comer e pegar bebida, mas deixem que este público assista aos shows da área comum, junto com o povo. Se eles quiserem voltar pra área VIP, eles voltam.
- Como o Lúcio Ribeiro bem disse, o público de área VIP frequentemente não representa a maioria dos fãs e os próprios artistas não curtem aquele vácuo gerado entre o palco e a área comum, formado por um público levemente empolgado, dificilmente agitado e pouco familiarizado com o som da maior parte das bandas que tocam num festival.
- Normalmente, aqueles que compram ingressos VIP são fãs de uma ou duas bandas que vão se apresentar em todo o festival e, por isso, marcam presença na área nesses únicos shows. Nos demais, a resposta às apresentações é próxima de nenhuma ou muito burocrática. Isso quando não ocorre uma evasão da área VIP, abrindo buracos na plateia, o que não deve ser interessante pro artista.
No fim das contas, é só tirar a área VIP da frente do palco que a gente para com o mimimi.
E pra fechar, um vídeo de Killing in the Name tocada no show do RATM em Santiago, no Chile. O mesmo da confusão.
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